terça-feira, 16 de junho de 2015

GINÁSTICA DE ACADEMIA - 8º ANO

GINÁSTICA DE ACADEMIA : PROCESSO HISTÓRICO

No Brasil, os espaços privados para a prá­tica da ginástica, que hoje conhecemos por “academias”, surgiram na década de 1930, na cidade do Rio de Janeiro, sob influência de métodos ginásticos europeus do início do século XX. Na década de 1960, além da calistenia, muitas academias dedicavam-se ao “levantamento de peso”, prática associa­da ao halterofilismo.
Nos anos 1980, a ginástica aeróbica ganhou grande espaço nas academias, beneficiando-se da popularidade do conceito de “exercício aeróbio”, difundido na década anterior pelo mé­dico norte-americano Kenneth Cooper (criador do que ficou conhecido como Método Cooper), e pelos vídeos de ginástica (com ênfase na ginástica localizada) produzidos pela atriz norte-americana Jane Fonda.
As esteiras rolantes e bicicletas ergométricas logo chegaram como alternativas à exercitação aeróbia. A hidroginástica (ginástica realizada na piscina) agrega exercícios da ginástica loca­lizada e da ginástica aeróbica, com a vantagem de a água minimizar o impacto na articulação dos joelhos e servir, ao mesmo tempo, de fator de resistência para os movimentos, potenciali­zando o efeito dos exercícios.
Atualmente a ginástica localizada segue os princípios da teoria do treinamento físico e, em obediência a princípios cinesiológicos e anatômicos, busca isolar os grupamentos musculares que se deseja atingir e atender a diferentes finalidades - emagrecimento, deli- neamento ou hipertrofia muscular, resistência muscular etc. -, e com isso promete atender aos apelos estéticos dos praticantes. Seus exer­cícios podem valer-se do peso do próprio cor­po ou utilizar pequenos pesos, como halteres e caneleiras. Por isso, às vezes, a ginástica lo­calizada é confundida com ginástica batizada de “musculação”, embora esta se caracterize mais pelo uso de máquinas sofisticadas, de alta eficiência no isolamento dos músculos e na gradação da carga.
Nos últimos anos, cresceram em larga es­cala os programas padronizados de ginástica, concebidos e comercializados por empresas es­pecializadas, com forte apoio de estratégias demarketing. Por exemplo, o sistema body {body systems) - body pump, body step etc. -, proprie­dade de uma empresa da Nova Zelândia, que tem nas academias brasileiras seus melhores clientes. A desvantagem desses programas é que, ao padronizar os exercícios e sua progres­são, perdem de vista a heterogeneidade de seus participantes e a individualidade das pessoas.

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